terça-feira, 19 de fevereiro de 2008



TEXTURAS/ESTAMPARIAS

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

EMPRESAS ESTÃO CONSCIENTES DAS VÁRIAS FUNÇÕES DO PROFISSIONAL DA MODA

"Reza a crença popular que quem faz moda vira estilista ou consultor de imagem", explica a coordenadora do curso Negócios da Moda da Universidade Anhembi Morumbi, Sônia Elbachá. "Na realidade, o profissional da moda pode atuar em diversas áreas: pesquisa e projeção de tendências, planejamento estratégico de negócios ou de coleções, gerência de distribuição, gerência de logística, marketing, fotografia, gestão de marcas, de compras e área comercial."

A perspectiva ao profissional da área é otimista, já que o mercado da moda tem registrado um crescimento contínuo, não somente por conta da alta do setor têxtil nas últimas décadas, que hoje representa 4,1% do Produto Interno Bruto do País, mas também graças ao movimento da população de valorização da moda. "A amplitude da moda no contexto contemporâneo mostra que estamos em meio a uma sociedade de consumo, que valoriza a imagem", explica a coordenadora.

Para ela, São Paulo é o principal mercado para os profissionais da moda. "É onde está concentrada a indústria da moda, bem como a cidade cujas empresas estão mais conscientes das inúmeras atividades que o profissional da moda exerce. Foi em São Paulo também que surgiram as primeiras faculdades de moda."

Expansão

A novidade é que segmentos cada vez mais inusitados estão buscando profissionais da moda. Indústrias de eletrônicos e cosméticos são alguns exemplos. "Pessoas com essa formação são procuradas para realizar pesquisas, estudar o design dos produtos que se tornaram extensões do próprio corpo das pessoas, como os celulares, e investigar o apelo emocional que um produto deve ter", afirma Sônia.

Não é à toa que conseguir emprego na área ficou mais fácil. "Pela minha experiência na faculdade, posso garantir que tem sido cada vez mais fácil conseguir um estágio ou um emprego. O mercado está mais maduro e, finalmente, entendeu quem são esses profissionais, que hoje são muito valorizados", completa.



Assintecal
04/12/2007
REF: Investimento Carreira

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Novos Talentos - Oi Fashion Tour.

Peguei um pedaço do comentário da Maria Leopoldina no Jc online pq é meu sentimento tbm. Lá vai:

Novos talentos

Foi nesta sessão que saíram, em anos anteriores, Melk Z-Da e Madame Surtô. Nomes que hoje ganharam asas e já voam para as bandas do sudeste do País. A luta para fazer parte dos novos talentos da semana de moda recifense é desafiadora e só se chega lá, na passarela do evento, os bons.

Bom de verdade, com nova proposta e ideologia, só mesmo o trio formado por Bárbara Formiga, Caio Vinícius e Daniela Amorim, do Meketref. Os jovens estilistas conseguiram imprimir uma identidade própria à moda proposta por eles. Do universo dos jogos eletrônicos, visto pelas três cabeças pensantes saiu, enfim, uma novidade. A mulher é elegante e usa seda e crepe de seda. Muito bem costuradas, as calças de alfaiataria apareceram tanto para eles quanto para elas. Pontos a mais para as estampas masculinas e para o jogo de cores usado pelos novos talentosíssimos estilistas.

A Dona Zica conduziu um desfile sem sal e com “Momentos de falta de acabamento”, parafraseando a música do No Porn, cujo texto transcreve uma crítica da jornalista Regina Guerreiro ao desfile do estilista André Lima. Amarelo, marrom e verde foram as cores usadas pela grife para dar vida à sua coleção.

A Cíclica trouxe uma proposta também insossa e levou a passarela calças de alfaiataria e algodão misturado com cetim. Uma coleção sem surpresas.
As estampas ganharam o toque divertido com figuras de bóbis de cabelo ou de perucas.

Em seu vôo solo, a estilista Flávia Soares fez um resgate à moda já apresentada pela também pernambucana Madame Surtô. Arrematada por flores e folhas, as peças eram muito simplinha-cansadinha-esgotadinha. A mulher de Flávia é tão largada-despojada de vaidades que dificilmente seu percurso de balada sairá da Rua da Moeda para a Galeria Joana D´Arc. Simples assim!

http://jc.uol.com.br/2007/10/16/not_151885.php

sábado, 13 de outubro de 2007

LINEUP OI FASHION TOUR RECIFE

SEGUNDA_1515 h - Mostra 'A Pedra do Reino'
16 h - Aula espetáculo de Ariano Suassuna18 h - C&A
19:30 h - Novos Estilistas [Cíclica/Meketref/Flávia Soares e Dona Zica]
21 h - TNG22 h - Show DJ Dolores

TERÇA_1610:30 h - Mia
17 h - Coletivo das Marcas Pernambucanas [Maria da Silva/Francisca e Madame Surtô]
18 h - Alessa
19 h - Água de Côco20 h - BluK
21 h - Zoomp

QUARTA_17
9 h - Escuta de Moda
14 h - Palestra de Ana Andrade [UFPE]
17 h - Coletivo [Melk Z Da/Soudan e Kaveski]
18 h - Santa de Roca
18 h - Cantão
20 h - Blue Man
21 h - Seaway

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Oi Fashion divulga grifes que participam do evento

A lista de homenagens aos 80 anos do escritor Ariano Suassuna vai aumentar nos dias 15, 16 e 17 outubro, quando deve ser realizada a terceira edição do Oi Fashion Pernambuco. Agora sem o apoio do Shopping Center Recife, onde o evento aconteceu por seis anos, os desfiles serão na Fábrica Tacaruna, em Olinda. A homenagem ao pernambucano faz jus a uma das propostas do Oi Fashion: mostrar que a moda é sim uma expressão cultural e deve ser entendida como tal. Ariano já confirmou a participação no evento. Na noite de abertura, o escritor vai apresentar a aula-espetáculo NAU, que será seguida pelo show de DJ Dolores. Além disso, 80 iluminogravuras de Romero Andrade Lima estarão dispostas na Avenida Agamenon Magalhães, divulgando o circuito de desfiles; e o restaurante e o lounge também terão temáticas armoriais.

“Não poderíamos parar. Se a gente pára, retrocede e aí jogamos todas as conquistas fora”, disse a produtora Eloysa Simão, da Dupla Assessoria, responsável pelo evento, durante a entrevista coletiva de apresentação, realizada nesta terça-feira (25) no restaurante Frida, no bairro do Pina. “Pernambuco é um estado de destaque nacional e internacional, com estilistas e marcas como Melk Z-Da, Santa de Roca, Maria da Silva. Não é justo que os estilistas tenham que sair daqui”, completou a produtora. É bem verdade que o circuito de desfiles no Recife, que faz parte do calendário nacional, consolidado como o terceiro evento do país (perdendo apenas para São Paulo e Rio de Janeiro), ajudou a formar uma safra de estilistas. Melk Z-Da é um exemplo muito bem sucedido. Depois de participar do então Recife Fashion no desfile de Novos Talentos, o pernambucano viu a carreira deslanchar; hoje ele é presença certa nas edições do Rio Fashion e tem o talento reconhecido internacionalmente.

As criações de Melk Z-Da estarão na passarela do evento, que conta ainda com desfiles das grifes C&A, Água de Côco, Blue Man, Blu K, Cantão, Seaway, TNG, Zoomp, Soudan e Kaveski; dos pernambucanos Madame Surtô, Maria da Silva, Santa de Roca, Maria Bonita Extra, Francisca e Mia; e dos novos talentos Cíclica, Dona Zica, Flávia Soares e Meketref. A Mia é a única grife que vai fazer o desfile fora da Fábrica Tacaruna, mas o local ainda não foi divulgado. Os desfiles vão acontecer em duas passarelas alternadamente, nos mesmos moldes dos anos anteriores.

A expectativa de negócios que deve ser gerada em decorrência do evento não foi estimada, mas os investimentos são de R$1,5 milhão. “Se cada grife conseguir mais dois ou três clientes bem colocados no país, a missão já foi cumprida”, explicou Eloysa Simão. Deixando um pouco de lado as cifras, o Oi Fashion Pernambuco colabora com a profissionalização do setor de moda em Pernambuco e o estabelecimento de um mercado competitivo. “Os nossos produtos precisam ter um valor diferenciado, competitivo. Isso vai ser alcançado também organizando a gestão empresarial do setor”, disse o coordenador do Projeto de Confecções do Sebrae em Pernambuco, Mário César Freitas.

Apesar de não contar com a participação de desfiles de grifes do Pólo do Agreste, como aconteceu no ano passado, ter um evento deste porte no estado estimula o mercado. O pólo têxtil pernambucano produz 900 milhões de peças por ano, colocando o estado em 2º lugar no país. “Precisamos aumentar a nossa produtividade. O nosso produto tem qualidade para competir com produções de todos os países. Temos criatividade e design original”, disse o presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário (Sindvest- PE), Fredi Maia.

Da Redação do PERNAMBUCO.COM

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Fashionbussines:: Palestras - Pernambuco Shoes

Fashionbussines:: Palestras - Pernambuco Shoes
Quem realiza a Pernambuco Shoes é a Meira Ramos - Eventos e Feiras de Negocios, sediada em Recife - PE.

++ Informações:

81.3339.4275

Palestras - Pernambuco Shoes

PALESTRAS – TREINAMENTOS E CAPACITAÇÃO.
Durante os três dias estaremos realizando em auditório no pavilhão da feira, uma programação com palestras técnicas destinadas a abordagem interessante ao setor, realizada por entidades e profissionais atuantes.

Data: 04 de Setembro de 2007.
Hora: 14h
Local: Auditório da Feira.

Tema: Design com foco na tribo.


Abordagem do tema segmentação e tribo:
Como o mercado pode ser ampliado através de mercados menores e como o Design exerce um papel importante nesta estratégia.
A análise de influências de diferentes tribos, ou seja, grupos de pessoas que dividam interesses, estilos, profissões ou até mesmo gostos, podem se tornar um segmento atrativo. Mercado de surfwear, skatewear, os funkeiros etc, são exemplos de tribos que se tornaram segmento, em função do Design e Moda que são apreciados por um número maior de consumidores.
A importância de abrirmos os olhos e apreciar outros estilos e tendências que não são consideradas tendências de moda. Isso pode ser um diferencial competitivo muito grande e aliado ao Design, isso pode se tornar um excelente negócio.

Abordagem do tema Design Brasileiro:

Como o Brasil apresenta tendências próprias e é ditador de Moda e Design. A desconstrução de obras de arte, arquitetura, objetos, roupas podem e são características que são repassadas para o desenvolvimento de uma coleção de calçados e acessórios. O Brasil se destaca não através de cópia nem modismos, mas firma suas criações de maneira fundamentada no mercado nacional e internacional.

Gabriela B. Piaget

Atualmente é Designer de produto e tem uma base profissional concreta e fundamentada em design. Possui graduação em Design de Produto com ênfase em calçados e acessórios pelo Centro Universitário FEEVALE, RS. Possui MBA em Marketing Empresarial pela Universidade Federal Fluminense, RJ. Cursos de Extensão e Profissionalizante em Moda (SENAI, RS), Gestão no Setor Calçadista (FEEVALE, RS) e Design Gráfico (FEEVALE, RS). Conhecimento em gerenciamento de produtos de moda, desenvolvimento de estratégias para implantação de novos produtos, marcas e criação.





Data: 05 de Setembro de 2007.
Hora: 14h
Local: Auditório da Feira.


Tema: Confirmações das tendências Primavera-Verão para Calçados e Acessórios.
Versa sobre o universo das tendências, comportamento e modismo. Bastante dinâmica conta com alguns vídeos e uma iconografia riquíssima, disposta em seis temas, nos segmentos masculinos, feminino, infantil e acessórios.

Ângelo Rafael – CTCC Centro tecnológico do Couro e Calçados – PB.

45 anos, artista plástico saído da UFPB, estilista de moda pelo Politécnico Internazionale per lo Sviluppo Industriale Econômico – PISIE - Itália que no passado foi Escola da Cooperação Técnica Internacional Italiana, onde estudou com bolsa de estudos da OEA e posteriormente lecionou, fixa raízes, definitivamente, na Serra depois de inquieta peregrinação pelo Brasil e exterior que durou anos. Multimídia, literalmente, consegue interagir em várias frentes de trabalho, que parte de sua grande mesa branca do Centro de Tecnologia do Couro e do Calçado do SENAI, onde coordena a Unidade de Design e Desenvolvimento de Produtos, e passa por algumas marcas de calçados, acessórios, roupas.

PERNAMBUCO SHOE - Salão da Indústria de Calçados, Bolsas e Acessorios de Pernambuco.

Quem estiver em Pernambuco no periodo de 04 a 06 de Setembro de 2007, vai até o centro de Convenções, conferir como anda a moda Pernambucana...

DATA
De 04 a 06 de Setembro de 2007.

HORARIO
16h às 22h

LOCAL
CENTRO DE CONVENÇÕES DE PERNAMBUCO
RECIFE – PERNAMBUCO

O PERNAMBUCO SHOES é um evento direcionado para incrementar as vendas da indústria de calçados pernambucana, a partir da formação e captação de novos contatos comerciais que posteriormente serão transformados em negócios.


OBJETIVOS GERAIS:
>Promover um ambiente adequado para facilitar o acesso a lojistas, distribuidores e industriais do segmento proporcionando resultados de venda.
>Divulgar no cenário nacional as principais características dos produtos produzidos na região, atraindo assim novos consumidores.
>Consolidar os pólos regionais como geradores de produtos de excelente qualidade e de valor agregado comercialmente, atraindo investimentos, gerando novas oportunidades para os empreendedores locais, criando consequentemente mais empregos e renda para todos.

>Apresentar alternativas para aumentar sua competitividade, através do fortalecimento de sua identidade.

PÚBLICO ALVO:
Exclusivo para profissionais, principalmente: Lojistas, atacadistas, distribuidores, estimados em mais de 3.000 pessoas, do Norte e Nordeste convidados pelos próprios expositores, associações e entidades apoiadoras.


EXPOSITORES:

A planta da feira esta destinada a 34 áreas de participação em tamanhos diversos com a participação de quarenta industrias formais de Pernambuco, 30% Interior: Timbauba e Caruaru e 70% Recife.

1ª EDIÇÂO – 2007
>Data de Realização: 04 a 06 de Setembro
>Local: Centro de Convenções de Pernambuco.
>Estimativa de Público visitante: 3 mil compradores
>Estimativas de Negócios Movimentados: Dois Milhões em Reais.
>Expositores: 40 Indústrias formais.

ENTIDADES DE APOIO:
SINDICATO DA INDÚSTRIA DE CALÇADOS DO ESTADO DE PERNAMBUCO
SINDICOURO
AD/DIPER
FIEPE
SEBRAE
SINDIVEST
CTCC

VEÍCULOS DE APOIO:


FASHION BRASIL
REVISTA VOGUE
USE FASHION






"No meu país acham que moda é frivolidade, futilidade. Tento lhes dizer que moda é comunicação, além de dar emprego para muita gente".

Desculpem, mas desconheço o autor...

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Fashionbussines:: INFLUENCIADORES E HÁBITOS DE MÍDIA NO COMPORTAMENTO DO CONSUMO DE MODA - PARTE 1

Fashionbussines:: INFLUENCIADORES E HÁBITOS DE MÍDIA NO COMPORTAMENTO DO CONSUMO DE MODA - PARTE 1

INFLUENCIADORES E HÁBITOS DE MÍDIA NO COMPORTAMENTO DO CONSUMO DE MODA - PARTE 2

Cada cabide, uma sentença

O comportamento de consumo pode ser explicado pela necessidade de expressar significados mediante a posse de produtos que comunicam à sociedade como o indivíduo se percebe enquanto interagente com grupos sociais. Os atributos simbólicos são dependentes do contexto social. Sendo a moda símbolo na sua própria essência, parece certo afirmar que à ela se aplica perfeitamente esta transferência de significados, visando a comunicação entre os integrantes de sociedades, onde tudo comunica e onde“[...] o vestuário é comunicação” (Eco, 1989, p. 07).


O indivíduo possui tendência psicológica à imitação, esta proporciona a satisfação de não estar sozinho em suas ações. Ao imitar não só transfere a atividade criativa, mas também a responsabilidade sobre a ação dele para o outro. A necessidade de imitação vem da necessidade de similaridade. Sob esta dimensão conclui-se que moda é a imitação de modelo estabelecido que satisfaça a demanda por adaptação social, diferenciação e desejo de mudar, sendo baseada pela adoção por grupo social (Simmel, 1904).

Todos os dias, ao abrirmos o armário em busca de vestimentas adequadas para pôr os pés no mundo, procuramos algo que possa nos distinguir. Lenço, brinco, paletó que nos deixe alguns centímetros acima da humanidade.
Queremos nos desassociar dos clichês vulgares, ter personalidade. Ser diferentes das pessoas comuns e semelhantes aos nossos pares – sejam eles surfistas, camponeses, hindus ou beduínos. Ao mesmo tempo em que consegue ser única, tornando cada indivíduo singular, a moda agrega os iguais com seu canto de sereia, oferecendo uma ponte de comunicação silenciosa.

A lógica é a diferença individual e a inovação estética, ou promoção da identidade pessoal e legitimação da expressão individual. Ou seja, diferenciar para singularizar, ao mesmo tempo que não rompe com os padrões da sociedade. Esta parece ser a interpretação de Lipovetsky (1989, p.39), quando diz:
Mas a moda não foi somente um palco de apreciação do espetáculo dos outros; desencadeou, ao mesmo tempo, um investimento de si, uma auto-observação estética sem nenhuma precedente. A moda tem ligação com o prazer de ver, mas também com o prazer de ser visto, de exibir-se ao olhar do outro.


A moda funciona como carteira de identidade de uma pessoa ou grupo, predominantemente durante certo período em determinada região (Sproles, 1981). Trata-se de dispositivo social, portanto o comportamento orientado por ela é fenômeno presente na interação do homem com o mundo. Ato de narcisismo e de generosidade, porque é para si e também para o outro.


É também processo de adoção de símbolos que provê de identidade os indivíduos, uns em relação aos outros (Miller et al., 1993). Mesmo aqueles que afirmam jamais segui-la de perto (os membros do mundo “anti-fashion”) consomem pelo menos dois de seus mais badalados produtos – jeans e camisetas. O valor simbólico agregado ao valor funcional dos objetos de consumo vêm atender a objetivo claro: acompanhar as mudanças das estruturas sociais e interpessoais (Baudrillard, 1995).

Muitos fatores psicológicos ajudam a explicar por que pessoas são motivadas para estar na moda, tais como conformidade social, busca da variedade, criatividade pessoal e atração sexual. Estes consumidores têm necessidade de ser únicos, querem ser diferentes, mas não tão diferentes assim que percam a sua identidade social (Solomon, 1996).

Por Ana Paula Celso de Miranda* e Maria Carolina Garcia**

sexta-feira, 13 de julho de 2007







INFLUENCIADORES E HÁBITOS DE MÍDIA NO COMPORTAMENTO DO CONSUMO DE MODA - PARTE 1

Por Ana Paula Celso de Miranda* e Maria Carolina Garcia**

A moda é um dispositivo social, portanto o comportamento orientado pela moda é fenômeno do comportamento humano generalizado e está presente na sua interação com o mundo (Blumer, 1969; Sproles, 1981; Holbrook et al., 1986; Lipovetsky, 1989; Miller, 1993; Solomon, 1996; Thompson et al., 1997).

Esta área pode ser considerada, principalmente no Brasil, de natureza exploratória, por ser um problema cujos pressupostos teóricos não estão claros ou são difíceis de encontrar. Nessa situação, faz-se pesquisa não apenas para conhecer o tipo de relação existente, mas sobretudo para determinar a existência de relação (Richardson, 1989).
Solomon (1996) afirma que a pesquisa exploratória é realizada para prover dados sobre questões ainda insipientes; gerar idéias para futuros estudos mais rigorosos; ou testar um palpite do pesquisador sobre determinado fenômeno, ou seja, é designada para prover insights de um problema quando o fenômeno ainda não está bem definido.

Produtos são providos de significado na sociedade; o estudo do simbólico reside em entender como as pessoas compõem o seu próprio conceito e compram ou rejeitam produtos que as identifiquem com a forma idealizada, impulsionadas pelas mensagens simbólicas deles. A importância do estudo do comportamento simbólico se deve ao fato de que os consumidores compram produtos para obter função, forma e significado. No que diz respeito ao nível prático, o estudo tentará demonstrar que a consumidora quer mais do que a roupa em seu aspecto material, ela quer se identificar com uma mensagem que este produto pode emitir através das associações do tipo - o tênis do Michael Jordan é o tênis de quem é “fera” no basquete. Não deve-se esquecer que a conformidade do indivíduo à moda se dá, fundamentalmente, pelo desejo de assemelhar-se àqueles que são considerados superiores, àqueles que brilham pelo prestígio e pela posição.

O produto, no caso, serve como espelho, não apenas da imagem real mas da fantasia idealizada. Acredita-se que poderá orientar tanto os produtores de moda como trabalhos de propaganda, os quais são responsáveis por atribuir o significado a estes significantes.

A Mídia e seus Meios “Nos velhos tempos, um editor ou repórter andava pela rua principal da cidade, enfiava a cabeça pela porta de cada loja e perguntava: - Tem alguma novidade hoje? O dono da loja podia responder: - Diga às senhoras que acabamos de receber novos tecidos de Nova Iorque. (...) A costureira diria: - Terminei o vestido novo da Maria Silveira. Ela vai receber hóspedes para o jantar na semana que vem.” (DOTY, 1995).

A troca era justa. O negociante ganhava divulgação gratuita, o veículo conseguia notícias. Há tempos, contudo, essa metodologia virou lenda. Não só as empresas e produtos evoluíram, mas também os meios de comunicação e, consequentemente, as relações entre as fontes, a mídia e o leitor/espectador/ouvinte/internauta. “Quem catava notícias na rua antigamente era um repórter geral. Hoje, esse tipo de repórter só existe em cidades menores e nos bairros. As empresas modernas se tornaram tão complexas e o progresso tecnológico gerou modificações tão rápidas, em quase todos os setores, que se tornou impossível ao repórter saber tudo sobre todos os assuntos. Então, os repórteres gerais começaram a se especializar.” (DOTY, 1995).

Isso aconteceu em vários segmentos: na economia, na política, nos esportes. Com a moda não foi diferente. As primeiras revistas de moda datam do século XVIII: “Le cabinet des modes” ou “Les modes nouvelles” (1785), “Le journal des dames et des modes” (1797). Reservadas à uma clientela elegante, elas se multiplicaram no século XIX e no começo do século XX. Algumas começaram a se dirigir aos costureiros que podiam reproduzir os modelos por elas apresentados. Das 180 revistas lançadas entre 1871 e 1908, cerca de 30 eram específicas para profissionais do ramo.(BAILLEUX et al, 1995).

*Ana Paula de Miranda é consultora de marketing para negócios de moda, doutoranda em administração pela USP, pesquisadora de comportamento de consumo em moda com trabalhos publicados no Brasil e no exterior, coordenadora e professora do RecModa - Núcleo de Moda da Faculdade Boa Viagem.
**
Maria Carolina Garcia é jornalista de moda, consultora de tendências, mestre em comunicação pela PUC-SP, pesquisadora em semiótica da moda com trabalhos publicados no Brasil e no exterior, colaboradora de revistas e jornais especilizados.

Minha nossa!

...Quanto tempo sem postar nada por aqui.Pardon!! Passo dias tumultuados. Mas a partir de agora farei o possivel para atualiza-lo ao menos semanalmente.
bj!

Valéria Luna

terça-feira, 15 de maio de 2007

A MODA NOSSA DE CADA DIA


Refletir a realidade da sociedade é a função da moda. Trazemos estilos e tendências que de acordo com o repertorio individual se traduz no cotidiano. Quando juntamos o clássico, o moderno e trazemos a moda vintage (peças com a exclusividade que as grandes marcas não trazem mais hoje em dia) as tendências nos guiam e se dissolvem criando uma outra moda, a chamada moda altenativa.Funcionando a mesma como mídia de expressão artística juntando na maioria das vezes peças e acessórios fora de uso pela massa criando um estilo singular.


Pensamos a moda como material renovável nada caira em desuso se trouxermos ao nosso universo de expressão livre, cada vez mais vimos uma moda saudosista e nostálgica em todos os aspectos. Um bom exemplo disso são as saias bufantes, as chamadas ‘balonês’ que volta repagina dos anos 80 alem das bolinhas, bolsinhas a tiracolo e cabelos de franja sessentista. Outra imagem que se repete esta no universo ‘fashion’, cabelos coloridos, ‘hello-kitty’ e outros ícones infantis, tênis coloridos e tantas outras peças que acabam distinguindo os grupos em um breve olhar. São essas diferenças que criam a identidade que buscamos sempre conquistar, fugindo do processo de imitação da moda e não procurando difundir os padrões das classes elevadas que vêem vantagem em consumir roupas simplesmente com fim de ostentação.


Essa busca em sua maioria vem associada a um modo de vida que privilegia o potencial criativo da cultura urbana se opondo a industria da moda, criando um processo de construção com grande significado.O urbano sempre será fonte inegostavel de referencia e na rua que a moda encontra sua verdadeira essência, abandonando a imparcialidade da vitrine e se tornando um elemento difusor de sentido, de identidade e existência.



segunda-feira, 14 de maio de 2007

Dados Nacionais




O Brasil fatura anualmente US$ 32,9 bilhões, equivalentes a 4,1% do PIB total brasileiro, exporta em torno de US$ 2,2 bilhões e tem 1,5 milhão de trabalhadores no setor têxtil e de vestuário. Moda praia, roupas esportivas, lingeries e jeans são, de acordo com especialistas, os segmentos da confecção brasileira que mais encontram receptividade fora do Brasil. Há pólos têxteis em estados como São Paulo, Goiás, Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Belo Horizonte, Paraná e Santa Catarina. A APEX-Brasil tem dois projetos em andamento para promover e divulgar mundialmente a moda brasileira. Um deles, com a Associação Brasileira de Estilistas (ABEST), destina de R$ 12 milhões para promover e incrementar as exportações da moda autoral de diversos criadores brasileiros para mercados da Europa, América do Norte e Oriente Médio. O segundo, de R$ 1,2 milhão, será realizado com o IN-MOD, ramificação institucional do SPFW, e visa fortalecer a divulgação do evento e o reconhecimento da Marca Brasil no circuito internacional da moda, auxiliando também no incremento das exportações nacionais.

Existem mais de 80 escolas de moda e cerca de 50 eventos de porte são realizados anualmente em todo o Brasil. De acordo com o site da Agência de Notícias Brasil Árabe, as coleções de estilistas brasileiros já fazem parte dos mais importantes desfiles internacionais de moda e ocupam araras de algumas das mais cobiçadas lojas de grife do mundo. As portas do globo estão abertas para a moda brasileira. As roupas fabricadas aqui chegam tanto em grandes redes da Europa quando em lojinhas da africana Gâmbia. Por outro lado, quando se fala da moda brasileira, é impossível deixar de mencionar os calçados. As sandálias Havaianas e Melissa são exportadas para diversos países, enquanto designers de calçados mais sofisticados, como Fernando Pires e Constança Bastos, têm suas criações exibidas pelos pés das principais estrelas do circuito fashion.

*O desenvolvimento da moda brasileira
Revista Sintética · Osasco (SP) · 3/5/2007 07:54
Por: André Ricardo Robic*6 de abril de 2007
Retirado do site : overmundo
*Imagens deste post: Desfile Zigfreda SPFW





sexta-feira, 11 de maio de 2007

Abei: alta de tarifa têxtil deve elevar preço no varejo



Agencia Estado


A elevação de 20% para 35% da Tarifa Externa Comum (TEC) sobre os produtos do setor têxtil, anunciada recentemente pelo governo, deve aumentar os preços finais aos consumidores entre 11% e 15%, estima o presidente da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abeim), Sylvio Mandel. "O aumento do imposto sobre a importação de produtos têxteis vai prejudicar principalmente a classe média que compra em hipermercados e no varejo", afirma.

Segundo ele, o varejo está sendo penalizado três vezes por estar importando: "Nós estamos sendo castigados através das cotas, dos preços mínimos em quilo e agora temos o aumento da TEC, de 20% para 35%. Estamos pagando mais caro por produtos que o mercado brasileiro não consegue abastecer", diz.

Mandel se refere principalmente a produtos como suéteres e jaquetas. "O forte da importação é a linha de inverno, como suéteres e jaquetas. As jaquetas de jeans, a gente compra do Brasil que é um grande mercado. Agora, o resto das jaquetas, em tecidos sintéticos, precisamos importar, já que não se encontra no mercado interno."

Marca brasileiraO dirigente explica inclusive que atualmente algumas indústrias de jaquetas importam da China, nacionalizam, e revendem o produto no mercado interno, com a marca brasileira. Ele ressalta ainda que são consumidos no mercado interno cerca de 92% a 93% de produtos confeccionados dentro do Brasil.

"Os grandes varejos e supermercados, em vestuário, vendem apenas 7% a 8% de produtos importados, o que é pouco", salienta, acrescentando que a participação do vestuário importado no País é de 3,6% do consumo.

A elevação da TEC, na opinião de Mandel, não será responsável pela redução das importações, "porque a produção interna não teria condições de atender à demanda nacional." Além disso, argumenta que a taxação extra deveria ser encaminhada para financiamento às indústrias de fiação, às malharias retilíneas e de jaquetas, para que tenham condições de se modernizar para enfrentar o mercado externo.

"A indústria brasileira não se preparou para concorrer com produtos importados. Há anos que ela está estagnada", afirma, destacando que as jaquetas e os artigos de malharia respondem por cerca de 60% a 70% das importações.


A moda é um segmento em ascensão. Com as mudanças nas leis de importação/exportação, o Brasil teve seus maquinários da industria têxtil, bem como de outros setores, totalmente reformados. Nossas fábricas operavam ainda com teares já ultrapassados, o que não nos favorecia em nada, além de ser uma trava quando se pensava em expandir produção, etc. As marcas e estilistas ganharam espaço na mídia quando o já consagrado São Paulo Fashion Week levou os desfiles ao vivo pelos canais de TV a Cabo, internet, revistas dentre outros.